Durante o interrogatório conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o coronel falou sobre o momento em que chegou ao Hospital Barra D’Or na madrugada do dia 8 de março de 2021. Segundo ele, encontrou Monique em estado de choque e notou a aflição em Jairinho e Leniel Borel, pai de Henry. Descreve ter abraço a mãe do menino e, em um momento de oração, pediu a Deus pela recuperação da criança. Entretanto, a tragédia já havia ocorrido, com a confirmação do óbito do menino se estabelecendo logo após sua chegada.
O pai de Jairinho utilizou sua fala para descredibilizar as versões de testemunhas que declararam ter sido agredidas pelo réu em relacionamentos anteriores. Kaylane Pereira, uma dessas testemunhas que hoje é maior de idade, relatou ter sofrido agressões e até utilizado gesso devido a uma lesão causada por Jairinho. Outras ex-namoradas também denunciaram episódios de violência, incluindo uma situação em que um filho foi supostamente agredido. Coronel Jairo contestou essas versões, alegando que eram induzidas, e enfatizou que o réu sempre demonstrou carinho por Henry.
À medida que o julgamento avança, se torna evidente que a narrativa em torno da morte de Henry gera um intenso debate. De 27 testemunhas inicialmente arroladas, o número foi reduzido para 24 após a defesa de Monique escolher dispensar algumas delas. Até o momento, vários profissionais foram ouvidos, incluindo médicos e delegados, além de amigos e familiares dos réus.
Henry Borel faleceu no dia 8 de março de 2021, dando entrada no hospital com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e várias outras acusações, sob a alegação de que o menino estava sob agressões constantes no lar onde vivia. O desfecho desse caso continua a ser amplamente acompanhado pelo público, evidenciando a gravidade das situações que envolvem a vida e a morte da criança.





