Pai clama por atenção após assassinato da filha em Maceió: ‘Ela foi vítima desse mundo das drogas’

Na manhã de um dia trágico em Maceió, a comunidade do Benedito Bentes foi abalada pelo assassinato brutal de Lannya Kauane, uma jovem de apenas 18 anos, que trabalhava como garçonete. O crime ocorreu no Conjunto João Sampaio e, conforme relatos de familiares, a vítima tinha um histórico conturbado em seu relacionamento com um ex-companheiro, que agora é apontado como o principal suspeito do assassinato.

Em um desabafo emocional, o pai de Lannya relatou que sempre se opôs ao relacionamento da filha, alertando sobre os riscos associados às ameaças e à violência que ela enfrentava. Segundo ele, a jovem vivia sob constante tensão, sendo cercada por episódios de conflito e intimidação, especialmente quando tentava pôr fim à relação. “Minha filha foi mais uma vítima desse mundo das drogas”, afirmou o pai, ressaltando a influência negativa que o consumo de substâncias pode ter nas relações interpessoais.

A dor do pai não se resume apenas à perda de sua filha. Ele compartilhou que Lannya havia sofrido um aborto espontâneo no ano anterior após uma agressão física, perpetrada pelo ex-parceiro durante uma discussão. Essa tragédia familiar levou a família a solicitar medidas de proteção para a jovem, mas a resposta das autoridades foi frustrante. O pai informou que o suspeito não foi encontrado quando tentaram localizá-lo, apesar de haver outros registros de violência atribuídos a ele. “Já teve relato também de espancamento em outras meninas”, destacou.

O apelo do pai a outros responsáveis foi claro: a necessidade de uma vigilância mais ativa sobre os filhos e seus relacionamentos. “Cobre mais dos filhos, dê uma atenção maior”, exortou, sempre enfatizando a importância de conhecer as amizades e acompanhar os jovens em suas atividades cotidianas.

Por fim, ele expressou determinação em buscar justiça, afirmando que não desistirá até que os responsáveis sejam punidos. Sua luta, segundo ele, é não apenas por sua filha, mas para que outras famílias não passem pela mesma dor. “Procure dar a educação melhor que tiver”, concluiu, reforçando o aconselhamento a outros pais na esperança de evitar novas tragédias. A trágica história de Lannya serve como um chamado à ação para toda a sociedade, enfatizando a necessidade de cuidar e proteger os mais jovens em suas jornadas.

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