Pagsmile encerra negociações para aquisição da A55 após rival RD Holding efetuar compra antes da conclusão do negócio; impacto nos planos da empresa é nulo.

A Pagsmile, uma instituição de pagamentos reconhecida por suas soluções financeiras voltadas para mercados emergentes, não conseguiu finalizar a aquisição da fintech A55 Sociedade de Crédito Direto (SCD). Em um comunicado divulgado na última segunda-feira, a empresa revelou que a A55 foi comprada pela RD Holding antes que os contratos da transação anteriormente anunciada fossem assinados, resultando no término das negociações entre as duas corporações. Esse desfecho se deu em um contexto em que a operação já estava sujeita à aprovação do Banco Central.

Vale recordar que, em março, a Pagsmile havia anunciado a obtenção de 49% da A55, ao mesmo tempo em que tentava conquistar o controle integral da fintech. Contudo, o processo necessitava de validações por parte dos órgãos regulatórios, fato que impossibilitou a conclusão do negócio. Em sua recente nota, a Pagsmile afirmou que, após o desenrolar dos eventos, não existem vínculos societários ou operacionais com a A55, garantindo que o fechamento da transação com a RD Holding implica no encerramento definitivo das tratativas.

Em relação ao impacto da situação nos negócios da Pagsmile e sua carteira de clientes, a companhia reafirmou que a não concretização da compra não traz consequências negativas. O CEO Marlon Tseng ressaltou que a estratégia corporativa da Pagsmile permanece inalterada, com foco na expansão das soluções financeiras e na consolidação de sua presença global. Ele sublinhou que os planos de longo prazo da empresa seguem firmes, apesar do revés.

As negociações abordavam a aquisição apenas da licença de SCD da A55, que seria administrada na estrutura de pagamentos transfronteiriços. Apesar do negócio não ter sido concretizado, a Pagsmile já conta com sua própria licença como instituição de pagamento. A empresa enfatizou que a falha em finalizar a aquisição não influenciará suas diretrizes regulatórias ou seu planejamento para desenvolver novas soluções, garantindo que a área de crédito continuará a ser estruturada internamente.

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