Pagamentos Agênticos: Brasil se Prepara para Revolução nas Transações Autônomas com Inteligência Artificial

O Brasil está se preparando para uma nova era nas transações financeiras com o avanço dos pagamentos agênticos, que estão emergindo das fases de teste para aplicações práticas. Este ano, grandes redes de pagamento estão à frente dessa inovação, desenvolvendo soluções que permitem que agentes de inteligência artificial (IA) realizem transações de forma autônoma. Esses agentes podem iniciar, selecionar e executar pagamentos dentro de limites previamente estabelecidos pelo usuário ou pela empresa, utilizando mecanismos que prometem aumentar a eficiência e a comodidade das transações.

A previsão é que a popularização dessa tecnologia ganhe força entre 2026 e 2027, à medida que mais empresas ingressarem nesse mercado e novos casos de uso forem implementados. No entanto, a adoção em larga escala ainda requer um significativo esforço de comunicação entre os emissores de cartões e seus usuários, além de um desenvolvimento robusto de mecanismos de segurança que acompanhem esse avanço.

Entre as iniciativas destacadas, a Mastercard desenvolveu o projeto denominado “Agent Pay”, que permite que agentes digitais, autorizados pelos usuários, realizem pagamentos com credenciais tokenizadas. Por sua vez, a Visa já fez uma incursão significativa no Brasil, realizando a primeira transação agêntica do País e lançando o programa “Visa Agentic Ready”, em parceria com diversas instituições financeiras, para acelerar o desenvolvimento de soluções adequadas.

A disputa não se limita a gigantes do setor. Empresas brasileiras também estão investindo nesse novo segmento. A Iniciador, por exemplo, apresentou um produto inovador específico para pagamentos agênticos, e a fintech Pomelo busca fornecer a infraestrutura necessária para facilitar essas transações. Além disso, o mercado precisa abordar a questão da segurança, uma vez que a proteção das credenciais de pagamento e a verificação das identidades dos agentes serão fundamentais para garantir a confiança nas transações.

Estudiosos do setor afirmam que, apesar de os pagamentos agênticos estarem em fase inicial, segmentos como o e-commerce e a automação de compras recorrentes despontam como os mais promissores. A forma como o Brasil se posiciona, com um sistema financeiro fragmentado, pode facilitar essa tecnologia em comparação com mercados mais centralizados, como o dos Estados Unidos, onde dependências de grandes marketplaces ainda predominam.

Como conclusão, a velocidade de adoção dos pagamentos agênticos será influenciada pela confiança do consumidor e pela colaboração em todo o ecossistema. Em 2026, observaremos avanços significativos à medida que as primeiras implementações se expandirem, estabelecendo um novo padrão de eficiência nas transações financeiras.

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