Paes relembrou as circunstâncias de suas campanhas anteriores ao tratar do assunto. “Em 2012, quando fui candidato à reeleição, diziam que eu iria sair em 2014. Em 2020, quando ganhei a eleição, o que mais ouvi era que iria sair para ser governador. Eu adoro ser prefeito do Rio, tenho a honra de ter tido a confiança dessa cidade três vezes, e se tiver pela quarta vez permanecerei no meu mandato. Essa é minha obrigação, e é para isso que estou me colocando,” afirmou o prefeito. Ele reforçou seu compromisso com os eleitores: “Me comprometo com o eleitor da minha cidade a ficar até o final do mandato se for reeleito.”
Não obstante a promessa, as especulações sobre uma possível candidatura de Paes ao governo do estado permanecem fortes. Um dos fatores que contribuem para essa desconfiança é sua insistência em formar uma chapa integralmente composta por membros do PSD para esta eleição municipal, com Eduardo Cavaliere como vice-prefeito. Em caso de eleição ao governo estadual, Cavaliere o sucederia, garantindo a continuidade de suas políticas.
Paes também abordou o cenário político atual, descrevendo uma crise de liderança no estado. “Acho que as coisas vão muito mal no estado, naquilo que é a principal tarefa do estado, que é a segurança pública, e acho que temos sim uma ausência de quadros nessa missão,” destacou.
Durante a sabatina, Paes explicou também a escolha por Eduardo Cavaliere como seu vice, enaltecendo suas qualificações e a experiência adquirida à frente das secretarias de Casa Civil e Meio Ambiente. “Temos um quadro capaz, competente, preparado, e que me dá muita tranquilidade para me acompanhar nessa tarefa de governar a cidade,” disse.
Outro ponto polêmico abordado foi a nomeação do deputado federal Chiquinho Brazão para a secretaria de Ação Comunitária, posteriormente exonerado após ser preso sob acusação de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Paes defendeu a nomeação afirmando que, até o momento da escolha, não havia suspeitas sobre Brazão. “Fiz uma aliança política com o partido Republicanos e, nessa aliança política, eles indicaram um secretário de Ação Comunitária. Escolheram um deputado federal eleito pelo povo do Rio de Janeiro, e que não pesava até aquele momento nenhuma suspeita sobre o envolvimento dele diretamente no Caso Marielle. Quando surgiu isso, eu o exonerei,” justificou.
Aos microfones, Paes também mencionou que este ano conta com o apoio da ministra Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial e irmã de Marielle Franco. Além disso, discutiu questões importantes para a cidade, como transporte, segurança, poder de investimento da prefeitura e o futuro estádio do Flamengo.
Esses temas, sem dúvida, serão cruciais para a campanha e para o desejado retorno de Paes à Prefeitura do Rio de Janeiro.
