O Ministério Público do Estado de Alagoas foi responsável por denunciar o padrasto, identificado como J.L.S., por estupro. Após um processo judicial, ele foi condenado a 49 anos, três meses e três dias de prisão, em uma sentença proferida recentemente.
De acordo com o promotor de Justiça Gustavo Arns, ao tomar conhecimento dos abusos sofridos pela adolescente, ele empenhou-se na busca pela responsabilização do réu. O caso foi ajuizado em agosto de 2023 e, após análise das provas, a condenação foi requerida ao Poder Judiciário.
Durante os anos de abuso, a vítima apresentou mudanças significativas em seu comportamento, demonstrando tristeza, choro frequente e automutilação. A dificuldade em lidar com a situação e o medo das ameaças impostas pelo padrasto fizeram com que ela mantivesse em segredo a violência sofrida.
Em depoimento, a jovem relatou detalhes dos abusos e das ameaças feitas pelo padrasto, incluindo a proibição de namorar e interferência em sua vida pessoal. A defesa do acusado buscou a absolvição, sem sucesso, e o réu foi considerado culpado pelos crimes descritos no Código Penal.
Diante do caso, a condenação do padrasto foi respaldada por leis que protegem menores de idade de abuso sexual. O réu permaneceu detido, considerado de alto grau de periculosidade, segundo avaliação do Ministério Público e do Judiciário. A justiça prevaleceu, e a vítima agora busca superar o trauma vivido e seguir em frente com sua vida.
