Padrasto condenado a 49 anos de prisão por estupro e violência sexual contra enteada em São Miguel dos Milagres, Alagoas

Uma adolescente da cidade de São Miguel dos Milagres passou por uma situação de abuso sexual cometido pelo padrasto durante seis anos, iniciando aos 13 anos e perdurando até os 17 anos de idade. Os atos criminosos envolviam toques inapropriados e violência sexual, ocorrendo quando a mãe da vítima não estava em casa. A jovem manteve silêncio durante todo esse período devido às ameaças de morte feitas pelo agressor.

O Ministério Público do Estado de Alagoas foi responsável por denunciar o padrasto, identificado como J.L.S., por estupro. Após um processo judicial, ele foi condenado a 49 anos, três meses e três dias de prisão, em uma sentença proferida recentemente.

De acordo com o promotor de Justiça Gustavo Arns, ao tomar conhecimento dos abusos sofridos pela adolescente, ele empenhou-se na busca pela responsabilização do réu. O caso foi ajuizado em agosto de 2023 e, após análise das provas, a condenação foi requerida ao Poder Judiciário.

Durante os anos de abuso, a vítima apresentou mudanças significativas em seu comportamento, demonstrando tristeza, choro frequente e automutilação. A dificuldade em lidar com a situação e o medo das ameaças impostas pelo padrasto fizeram com que ela mantivesse em segredo a violência sofrida.

Em depoimento, a jovem relatou detalhes dos abusos e das ameaças feitas pelo padrasto, incluindo a proibição de namorar e interferência em sua vida pessoal. A defesa do acusado buscou a absolvição, sem sucesso, e o réu foi considerado culpado pelos crimes descritos no Código Penal.

Diante do caso, a condenação do padrasto foi respaldada por leis que protegem menores de idade de abuso sexual. O réu permaneceu detido, considerado de alto grau de periculosidade, segundo avaliação do Ministério Público e do Judiciário. A justiça prevaleceu, e a vítima agora busca superar o trauma vivido e seguir em frente com sua vida.

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