Paco Arado possui uma trajetória relevante no esporte, tendo exercido a função de técnico principal durante os ciclos olímpicos de Tóquio e Paris. Ele também tem um papel ativo na aprendizagem das categorias de base do tênis de mesa no Brasil. Atualmente, sua atenção está voltada para Hugo Calderano, que é reconhecido como um dos melhores jogadores do mundo, ocupando a terceira posição no ranking internacional.
Segundo o técnico, a experiência internacional se revela como um fator determinante para o êxito dos novos talentos. Jogadores como Calderano, que reside na Alemanha desde 2014 e defende o FC Saarbrücken, e Bruna Takahashi, que se mudou para a França em 2019, exemplificam como a imersão em ambientes competitivos externos pode servir como uma alavanca para o aprimoramento de suas habilidades e confiança.
Paco enfatiza a importância de que jovens atletas estejam em constante contato com o nível internacional de competição: “Eles precisam compreender a cultura de alto rendimento e sentir que podem competir e vencer. Muitas vezes, a falta de exposição os deixa tímidos e reticentes,” observa o treinador.
Além de Calderano e Takahashi, a seleção brasileira conta com outros jogadores atuando no exterior. Giulia Takahashi, de 20 anos, defende o SU Schlichtingheim na França, enquanto Leonardo Iizuka, de 19 anos, joga pelo Ochenhausen, na Alemanha. Guilherme Teodoro, que representou o Brasil nas Olimpíadas de Paris, também se destaca ao atuar pelo Salzburg, na Áustria.
Entretanto, o Brasil enfrenta alguns desafios que se estendem além do talento individual. Desde a estreia do tênis de mesa nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, o país se fez presente em todas as edições. A história recente é marcada pela ascensão de atletas como Hugo Hoyama, que dominou a cena sul-americana e agora passa o bastão para Calderano. As dificuldades financeiras e estruturais ainda são temas que precisam ser abordados.
Para Arado, a solução para o futuro do tênis de mesa brasileiro passa pela otimização de recursos e pela criação de campamentos de treinamento, além do investimento na formação contínua de treinadores e na estruturação do esporte em nível nacional. “É uma combinação de fatores; não se trata de uma solução simples. O ideal é construir um futuro de forma contínua, evitar interrupções que possam comprometer o desenvolvimento do potencial máximo dos atletas,” finaliza.
Diante desse cenário, o Brasil tem a oportunidade de solidificar sua posição no cenário mundial do tênis de mesa, desde que estratégias eficazes sejam adotadas para garantir a formação e a competitividade dos novos talentos.





