Calor extremo no Hospital Municipal Souza Aguiar causa sofrimento a pacientes
As altas temperaturas que têm assolado o Rio de Janeiro, com registros que ultrapassam os 40°C, estão causando grandes transtornos no Hospital Municipal Souza Aguiar, localizado no coração da cidade. Desde o início da semana, os pacientes das enfermarias dos quartos 414 e 416 enfrentam um calor insuportável devido a problemas no sistema de ar-condicionado. A situação, alarmante e preocupante, foi exposta publicamente por uma acompanhante que gravou um vídeo denunciando as condições adversas enfrentadas pelas pacientes, em sua grande maioria idosas.
As imagens impressionam ao mostrar três senhoras internadas, lutando para encontrar alguma forma de conforto em meio ao calor intenso, utilizando roupas e travesseiros para se refrescarem. “Estamos aqui no hospital, sufocadas com esse calor. O ar-condicionado não funciona, e a sensação é de completo descaso com nossos pacientes”, declarou a acompanhante, visivelmente indignada com a situação. Ela também fez questão de ressaltar a gravidade do quadro, uma vez que uma das pacientes está com uma infecção.
Em um segundo vídeo, a acompanhante registrou que o problema persiste ao longo dos dias. “É o terceiro dia sem ar-condicionado, e o sol incide diretamente sobre as pacientes. Não sabemos mais a quem recorrer. Ninguém parece tomar providências”, lamentou, evidenciando a urgência da situação.
Em resposta aos recorrentes apelos por socorro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclareceu que a sobrecarga na rede elétrica, decorrente das altas temperaturas, causou a pane no sistema de climatização. A SMS também informou que a equipe responsável pela manutenção está em ação para solucionar o problema o quanto antes.
Além das questões internas do hospital, os efeitos das altas temperaturas na saúde da população têm gerado um efeito cascata. Dados do Centro de Inteligência Epidemiológica da SMS indicam que, entre os dias 9 e 12 de janeiro, quando a cidade enfrentou níveis críticos de calor, houve um aumento significativo nos atendimentos de emergência, totalizando 2.493 casos relacionados a problemas calorosos. Essa cifra representa um incremento de 29,47% em comparação com a média esperada para o mesmo período em anos anteriores, com as queixas mais frequentes sendo de tontura, fraqueza e desmaios.
A situação evidencia a necessidade urgente de um olhar mais atento às condições de saúde pública, especialmente em tempos de calor extremo, onde a infraestrutura e a rede de assistência devem se adaptar para garantir o bem-estar dos cidadãos.







