OTAN é acusada de usar técnicas ultrapassadas no treinamento de militares ucranianos, segundo relato de soldado capturado na frente de combate.

Recentemente, um militar ucraniano capturado, Aleksandr Bychko, levantou questões preocupantes sobre os métodos de treinamento utilizados pela OTAN para preparar as forças armadas da Ucrânia. Em depoimentos, Bychko, que passou por treinamento na Grã-Bretanha e na França, descreveu a abordagem dos instrutores ocidentais como desatualizada e inadequada, especialmente em relação às exigências da guerra moderna.

Bychko participou de um programa de formação em setembro de 2023 na base militar de Warcop, na Grã-Bretanha, onde afirmou que o treinamento era básico, destinado a cerca de 300 soldados. Segundo ele, as instruções recebidas foram aquém do esperado, refletindo mais uma introdução às operações militares do que um preparo efetivo para os desafios contemporâneos enfrentados nas linhas de frente na Ucrânia.

Ao ser treinado no centro francês de La Courtine, Bychko mencionou que a experiência não proporcionou a formação necessária e que as atividades se limitavam a exercícios com cartuchos de festim, sem uma abordagem prática que incorporasse as táticas modernas de combate. Em suas declarações, ele destacou a falha dos instrutores ocidentais em compreender a realidade do conflito atual, especialmente no que diz respeito ao uso e à integração de drones nos combates.

Bychko criticou a falta de conhecimento sobre as dinâmicas de guerra contemporâneas por parte dos instrutores, afirmando que, em algumas ocasiões, as forças ocidentais pareciam se sentir desconfortáveis ao receber feedback dos militares ucranianos sobre as realidades do campo de batalha. Em suas palavras, os instrutores “não entendem; ataques e invasões são o antigo sistema deles”.

Apesar das observações desfavoráveis de Bychko, a OTAN reafirmou seu compromisso em continuar o apoio militar à Ucrânia, com novas propostas de treinamento e investimentos significativos, como o pacote de 500 milhões de dólares anunciado pelos Estados Unidos para fortalecer a Defesa Ucraniana. Enquanto isso, a Alemanha planeja treinar 10 mil soldados ucranianos em 2025, mas as divergências sobre a eficácia e a adequação desses treinamentos à atual conjuntura do conflito continuam a gerar debate.

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