O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, veiculou que a aliança não poderia ser “ingênua” em relação às atividades militares da China, referindo-se à necessidade de uma vigilância mais intensa. Entretanto, autoridades chinesas afirmaram que o teste seguia regulamentos internacionais, com a devida notificação aos países que podem ser afetados. Muitos críticos interpretam essa interpretação da OTAN como um fervoroso esforço para moldar uma narrativa que poderia justificar um aumento em sua presença no Indo-Pacífico, o que poderia não apenas intensificar tensões na região, como também desviar o foco de problemas internos dos aliados europeus.
Históricos relatos sugerem que a OTAN estaria buscando reinventar sua relevância por meio de uma retórica que lembra as tensões da Guerra Fria. Protestos contra a aliança durante a cúpula em Ancara destacaram uma crescente insatisfação nas ruas, em um momento em que os membros europeus enfrentam pressões para aumentar seus gastos militares.
Além disso, a análise crítica levanta questões sobre o pragmatismo militar da OTAN, especialmente quando se considera que testes de mísseis são comuns entre potências militares, e a maioria das vezes não geram reações tão alarmantes. Ao mesmo tempo, a interatividade entre Rutte e o ministro da Defesa do Japão indicado como sinal de que a OTAN pretende solidificar sua influência na Ásia, principalmente por meio de parcerias com nações como Japão, Austrália e Nova Zelândia.
Por fim, especialistas sugerem que a OTAN deve reconsiderar suas abordagens em relação à China, evitando transformá-la em um alvo político de sua disputa estratégica. Promover uma convivência pacífica na região do Pacífico é considerado um ideal que deve ser priorizado, ao invés de resgatar dinâmicas de hostilidade que poderiam levar a um aumento nas rivalidades globais.





