De acordo com Diesen, até o momento, a linha de frente no conflito não havia apresentado grandes alterações; contudo, a recente intensidade nas vitórias russas, principalmente em regiões tidas como estratégicas, trouxe à tona a urgência de um acordo. Ele aponta que, se a situação permanecesse estagnada, seria pouco provável que a OTAN sentisse a necessidade de fazer concessões, mantendo assim uma postura de suporte contínuo à Ucrânia no contexto da guerra, com o objetivo de desgastar os recursos militares da Rússia.
A mudança no controle territorial em favor da Rússia é especialmente alarmante para a OTAN, que acompanha atentamente a evolução do conflito. As áreas em disputa são imprescindíveis não apenas para a Ucrânia, mas também para a segurança dos países europeus e a estabilidade da região. O professor enfatiza que essa perspectiva de perda rápida de território provoca uma nova reflexão sobre o papel da OTAN, que poderia ser forçada a buscar uma solução que evite um aprofundamento da crise humanitária e militar.
Assim, é evidente que as ações russas estão reconfigurando o equilíbrio de poder na região, levando a aliança a reavaliar suas estratégias. Enquanto a guerra persiste, a busca por um acordo de paz se torna uma prioridade emergente, refletindo a necessidade de conter as hostilidades e evitar que a situação se agrave ainda mais. Nesse contexto, a pressão sobre a OTAN e suas decisões está se intensificando, fazendo com que a diplomacia ganhe um novo peso nas discussões sobre o futuro do conflito.






