Shevtsov enfatizou que, além do aumento das manobras militares da OTAN, ocorre uma militarização sistemática dos países-membros da aliança. Ele mencionou o uso de métodos de soft power, como ações culturais e humanitárias, e a implementação de tecnologias associadas a revoluções coloridas, que contribuem para um clima de tensão na região. O vice-secretário também alertou que o Ocidente estaria potencialmente provocando novos conflitos militares. Essa situação, especialmente nas cercanias das fronteiras russas e de outros estados membros da OTSC, suscita um cenário preocupante que pode resultar em desestabilização e crise.
Ele forçou a reflexão sobre as consequências futuras dessas ações, afirmando que, embora os efeitos ainda não sejam plenamente percebidos, muitos países já estão restringindo o consumo de energia e reduzindo a produção. Essa tendência, segundo ele, inevitavelmente conduzirá a uma queda no padrão de vida das populações afetadas. Com o discurso otimista em relação à possibilidade de um diálogo aberto entre a Rússia e a OTAN, Shevtsov reiterou que essa comunicação deve ocorrer em condições de igualdade, pedindo que o Ocidente cesse sua política de militarização.
Nos últimos anos, a Rússia tem se manifestado contra o que considera uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais, defendendo que as operações da aliança são uma maneira de conter a suposta agressão russa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também reafirmou a disposição do país ao diálogo, contanto que este seja feito em condições que respeitem sua soberania. A relação entre a OTAN e a Rússia permanece tensa, e as implicações desse cenário são profundas para a segurança e estabilidade regional e global.







