Talankin, que pretendia levar a estatueta na bagagem de mão para um voo com destino à Alemanha, foi surpreendido ao ser informado pela Administração de Segurança dos Transportes (TSA) que precisaria despachar o prêmio. O motivo? O prêmio, por sua forma, poderia ser considerado um objeto perigoso, suscetível a ser utilizado como uma arma. Contudo, o que deveria ser um simples procedimento de viagem tornou-se uma saga de extravio. Ao não ter bagagem adicional para despachar, Talankin viu sua estatueta colocada em uma caixa separada, e a partir daí, ela não chegou ao seu destino final.
O codiretor do filme, David Borenstein, expressou sua perplexidade diante da situação, questionando se um artista de maior notoriedade ou fluência em inglês teria sido tratado de maneira diferente. O episódio levanta um debate sobre como diferentes indivíduos podem enfrentar a burocracia e as normas de segurança em um sistema que deveria ser equitativo.
A companhia aérea Lufthansa, responsável pelo transporte do prêmio, se comprometeu com uma “busca interna completa” para localizar a estatueta extraviada. A empresa enfatizou que está tratando o assunto com a máxima urgência e que todas as medidas estão sendo tomadas para que o Oscar seja encontrado e devolvido a Talankin o mais rápido possível.
O documentário “Mr. Nobody Against Putin” explora a vida escolar na Rússia, retratando a intensa propaganda de guerra que se intensificou após o início do conflito na Ucrânia. Essa narrativa potente fez com que o filme conquistasse o Oscar, um momento que agora se mistura à frustração de um extravio inesperado no contexto da celebração e visibilidade que o prêmio traz aos seus vencedores.







