Em suas declarações, Talankian, que além de dirigir também protagonizou o longa-metragem vencedor na categoria de Melhor Documentário, enfatizou que já havia conseguido viajar anteriormente com o prêmio em sua bagagem de mão, o que torna a experiência atual ainda mais incompreensível. O cineasta ficou perplexo ao receber a notícia de que a estatueta não seria permitida a bordo da aeronave. Ele também destacou que em suas viagens anteriores com o Oscar não enfrentara problemas semelhantes, e por isso a situação gerou uma série de questionamentos.
Durante sua tentativa de embarque, um funcionário da Lufthansa chegou a sugerir alternativas para que Talankian pudesse levar a estatueta com ele, como deixá-la na cabine de comando ou armazená-la de outra forma segura. Contudo, todas essas opções foram prontamente negadas pela TSA, que insistiu que o prêmio deveria ser despachado no bagageiro do avião. Sem uma mala rígida adequada para proteger a estatueta, Talankian foi forçado a aceitar uma caixa de papelão para acomodá-la.
Infelizmente, ao chegar em Frankfurt, o cineasta descobriu que a caixa contendo o Oscar havia desaparecido, aumentando ainda mais sua frustração. Talankian, que é funcionário de uma escola rural na Rússia, documentou a crescente propaganda militar em ambientes escolares desde o início da guerra na Ucrânia e vive atualmente em exílio, distante de seu país natal.
O incidente também gerou reações nas redes sociais. David Borenstein, colega de Talankian e co-diretor do documentário, manifestou seu descontentamento em seu perfil do Instagram. Ele destacou a possível discriminação enfrentada por Talankian, questionando se a situação teria sido a mesma se ele fosse um artista famoso ou fluente em inglês. Borenstein, após investigar outros casos semelhantes, não encontrou relatos de artistas que houvessem passado por situações análogas, fazendo um apelo à comunidade para que qualquer informação sobre o paradeiro da estatueta fosse compartilhada.
