Confira alguns dos postulantes às prefeituras municipais que declararam ao TSE patrimônios menores do que nas últimas eleições de que participaram
Gerir orçamentos municipais durante a crise econômica é um dos maiores desafios aos candidatos que desde ontem buscam votos em campanha. Maior que este, talvez, só estancar a sangria nos patrimônios pessoais de alguns dos postulantes às prefeituras. Confira abaixo a lista de alguns dos candidatos cujo valor em bens declarado à Justiça Eleitoral diminuiu em relação às últimas eleições que disputaram.
-
1. Celso Russomanno (PRB)
Patrimônio do líder das pesquisas de intenção de voto em São Paulo caiu de 2.365.125 reais em 2012 para 1.841.469 reais em 2016, uma queda de 22%. -
2. Ricardo Young (PV)
O patrimônio do vereador paulistano diminuiu de 11.186.074 reais nas eleições de 2012 para 7.415.759 reais no pleito deste ano, uma redução de 34%. -
3. Luiza Erundina (PSOL)
Ex-prefeita de São Paulo, a deputada federal teve o patrimônio encolhido 32% desde 2014: de 897.323 reais para 605.605 reais.
-
4. Major Olímpio (SD)
Eleito deputado federal por São Paulo em 2014, declarou naquele ano 752.499 reais em bens. De lá para cá, ficou 27% mais pobre: possui 550.560 reais.
-
5. Fernando Haddad (PT)
Atual prefeito paulistano tinha bens avaliados em 473.789 reais em 2012; em 2016, declarou 451.938 reais ao TSE, uma redução de 4,6%.
-
6. Marcelo Freixo (PSOL)
Classificado pelo prefeito Eduardo Paes como “rapaz latino-americano sem dinheiro no banco”, o deputado estadual fluminense possuía 29.749 reais em bens em 2014 e agora é dono de 5.000 reais (guardados, a propósito, em uma conta bancária), uma queda de 83%.
-
7. Flávio Bolsonaro (PSC)
O primogênito do deputado Jair Bolsonaro teve uma redução patrimonial de 75% desde 2014, quando se elegeu deputado estadual no Rio: de 714.394 reais para 180.107 reais.
-
8. Jandira Feghali (PCdoB)
Dona de 550.399 reais em bens, deputada federal fluminense está 28% mais pobre do que em 2014, quando declarou 762.734 reais.
-
9. Carlos Osório (PSDB)
Recém chegado ao ninho tucano, o ex-secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro viu seu patrimônio passar de 1.051.990 reais em 2014 a 846.491 reais em 2016, redução de 19,5%.
-
10. Pedro Paulo (PMDB)
Além das acusações de agressão à ex-mulher, a maré negativa do pupilo de Eduardo Paes passa por um encolhimento de 12,5% no valor de sua declaração de bens ao TSE: de 553.144 reais em 2014 para 483.123 reais em 2016.
-
11. Marcelo Crivella (PRB)
O sobrinho do bispo Edir Macedo tinha um patrimônio de 734.509 reais em 2014, quando se candidatou ao governo do Rio de Janeiro. Neste ano, o valor informado é 4,5% menor: 701.651 reais.
-
12. Alexandre Kalil (PHS)
O ex-presidente do Atlético Mineiro concorrerá à prefeitura de Belo Horizonte depois de ver seu patrimônio reduzir 35% entre 2014 e 2016: de 4.305.995 reais para 2.787.609 reais.
-
13. Délio Malheiros (PSD)
Posses do vice-prefeito da capital mineira eram de 4.347.052 reais em 2012; agora são de 3.024.163 reais, um empobrecimento de 30%.
-
14. Sargento Rodrigues (PDT)
Deputado estadual mineiro declarou 1.561.758 reais em bens em 2014, valor que hoje é de 1.194.324, encolhimento de 23,5%.
-
15. Reginaldo Lopes (PT)
Autor de um inusitado projeto de lei que pretende acabar com o dinheiro em papel no Brasil, o deputado federal candidato à prefeitura de Belo Horizonte teve o patrimônio cair 23% em dois anos: de 788.253 reais em 2014 para 607.870 reais em 2016.
-
16. Rodrigo Pacheco (PMDB)
Mesmo após perder 4,5% de seu patrimônio declarado em 2014, de 24.521.995 reais, o deputado federal é, de longe, o candidato mais rico à prefeitura da capital mineira, com bens avaliados em 23.387.353 reais.
-
17. Rafael Greca (PMN)
Engenheiro e candidato à prefeitura de Curitiba, declarou 683.404 reais à Justiça Eleitoral em 2014, quando tentou, sem sucesso, uma vaga na Câmara. Neste ano, informou posses de 573.442 reais, valor 16% menor.
-
18. Da Luz (PRTB)
Candidato à prefeitura de Salvador, o analista de sistemas declarou apenas 4.500 reais em bens, um decréscimo de 85,7% em relação aos 31.500 reais de 2014, quando se candidatou a governador da Bahia.
-
19. Iris Rezende (PMDB)
Candidato derrotado ao governo de Goiás em 2014, ostentava naquele ano um patrimônio de 30.964.614 reais. Apenas dois anos depois, 42,3% do valor se perdeu e ele declarou “apenas” 17.871.579 reais na disputa à prefeitura de Goiânia. -
20. Arthur Virgílio Neto (PSDB)
Quando se elegeu prefeito de Manaus, em 2012, era dono de bens avaliados em 651.994 reais. Em busca da reeleição, o ex-senador tucano empobreceu 75,3% e conta agora com 160.784 reais em patrimônio.
Veja
18/08/16
-
ELEIÇÕES – Pré-candidatos declaram apoio aos pequenos agricultores de Palmeira dos Índios -
Deputado que mais investimentos garantiu para Alagoas, Arthur Lira se posiciona como favorito ao Senado -
ELEIÇÃO – Recordista de votos em 2022 e líder em AL da maior federação partidária do país, Lira se firma como nome fortíssimo ao Senado em 2026 -
POLÍTICA – Arthur Lira monta chapas competitivas para Assembleia e Câmara e amplia alcance de sua pré-candidatura ao Senado
