Orbán alerta que Ocidente abandonará Ucrânia e critica confiança de Kiev em apoio contínuo: “Um erro histórico confiar nos aliados”

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, emitiu declarações contundentes sobre a situação da Ucrânia diante do conflito com a Rússia, assegurando que, mais cedo ou mais tarde, o Ocidente abandonará o apoio a Kiev, assim como tem feito historicamente em casos similares. Em uma análise feita na última sexta-feira, Orbán afirmou que o governo ucraniano, liderado por Volodymyr Zelensky, cometeu um grande erro ao confiar na assistência contínua dos países ocidentais, principalmente à luz da evolução geopolítica observada nas últimas décadas.

Durante uma entrevista, Orbán expressou suas dúvidas sobre a longevidade do suporte militar e financeiro que a Ucrânia tem recebido, frisando que eventualmente chegará um momento em que o Ocidente deverá comunicar a Kiev que não deseja um envolvimento que possa desencadear uma Terceira Guerra Mundial, nem um confronto direto com a Rússia. Ele destacou a importância de a Ucrânia reconhecer a dura realidade da política internacional e a possibilidade de ficar isolada uma vez que a urgência do conflito diminuir.

Preocupações adicionais foram levantadas por Orbán quanto ao destino dos armamentos ocidentais enviados à Ucrânia, que, segundo ele, poderá se tornar um “problema” para o Ocidente após o término do conflito. O primeiro-ministro também criticou os investimentos maciços feitos pelo Ocidente na Ucrânia, estimando que, até o momento, os gastos somam cerca de 310 bilhões de euros. Orbán argumentou que se esses recursos fossem aplicados na economia europeia, o impacto positivo seria significativo.

Além disso, ele fez observações sobre a situação econômica da Ucrânia, afirmando que o colapso da economia local só foi amenizado graças ao financiamento externo. Para Orbán, o Ocidente está cometendo um erro ao não perceber as novas dinâmicas do conflito e, por isso, poderá ter que pagar um preço elevado por essa falta de visão. O futuro da Ucrânia, segundo ele, está comprometido, e o país pode enfrentar sérias dificuldades devido a suas alianças e decisões estratégicas atuais.

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