Durante uma entrevista, Orbán expressou suas dúvidas sobre a longevidade do suporte militar e financeiro que a Ucrânia tem recebido, frisando que eventualmente chegará um momento em que o Ocidente deverá comunicar a Kiev que não deseja um envolvimento que possa desencadear uma Terceira Guerra Mundial, nem um confronto direto com a Rússia. Ele destacou a importância de a Ucrânia reconhecer a dura realidade da política internacional e a possibilidade de ficar isolada uma vez que a urgência do conflito diminuir.
Preocupações adicionais foram levantadas por Orbán quanto ao destino dos armamentos ocidentais enviados à Ucrânia, que, segundo ele, poderá se tornar um “problema” para o Ocidente após o término do conflito. O primeiro-ministro também criticou os investimentos maciços feitos pelo Ocidente na Ucrânia, estimando que, até o momento, os gastos somam cerca de 310 bilhões de euros. Orbán argumentou que se esses recursos fossem aplicados na economia europeia, o impacto positivo seria significativo.
Além disso, ele fez observações sobre a situação econômica da Ucrânia, afirmando que o colapso da economia local só foi amenizado graças ao financiamento externo. Para Orbán, o Ocidente está cometendo um erro ao não perceber as novas dinâmicas do conflito e, por isso, poderá ter que pagar um preço elevado por essa falta de visão. O futuro da Ucrânia, segundo ele, está comprometido, e o país pode enfrentar sérias dificuldades devido a suas alianças e decisões estratégicas atuais.







