Operação Vento Norte: Polícia e MPBA desmantelam organização criminosa que movimentou R$ 20 milhões com lavagem de dinheiro por fintechs. 12 prisões realizadas.

Uma significativa operação policial desvendou um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas, que utilizava fintechs para ocultar suas atividades ilícitas. A investigação, batizada de “Operação Vento Norte”, revelou que a organização criminosa movimentou, apenas por meio de uma dessas fintechs, mais de R$ 20 milhões. Este desdobramento aconteceu na última quarta-feira, 8 de abril, como resultado da colaboração entre o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), através do Gaeco Sul, e a Polícia Civil, por meio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin).

Os dados coletados pelo MPBA indicam que a organização tem raízes no extremo sul da Bahia e atua em diversas outras regiões do Brasil. A estrutura do grupo é hierarquicamente organizada, com operações que vão além do tráfico de drogas, incluindo lavagem de capitais e potenciais conexão com crimes violentos. As investigações detalharam como a organização explorava fintechs para efetuar transações financeiras de grande magnitude, que eram oriundas de sua atividade criminosa.

Durante a operação, 12 pessoas foram detidas. As prisões aconteceram em diversos bairros de Eunápolis e Guaratinga, localidades marcadas por uma história de violência e criminalidade. Além de sete prisões temporárias realizadas nas ruas, outros cinco mandados foram cumpridos em instituições prisionais, onde os indivíduos já se encontravam detidos por outros delitos. As autoridades ainda tomaram medidas adicionais, como a execução de oito mandados de busca e apreensão em residências, resultando na apreensão de pistolas, celulares e documentos que poderão aprofundar as investigações.

O sistema judiciário também interveio, determinando o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros associados aos investigados. Essas ações visam não apenas interromper o fluxo econômico da organização, mas também assegurar a integridade das provas, essenciais para o sucesso das apurações. A operação destaca a capacidade das autoridades em desarticular redes de crime organizado que se utilizam de novas tecnologias para perpetuar suas atividades ilícitas, promovendo um alerta sobre os riscos envolvidos na digitalização dos serviços financeiros.

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