Os dados coletados pelo MPBA indicam que a organização tem raízes no extremo sul da Bahia e atua em diversas outras regiões do Brasil. A estrutura do grupo é hierarquicamente organizada, com operações que vão além do tráfico de drogas, incluindo lavagem de capitais e potenciais conexão com crimes violentos. As investigações detalharam como a organização explorava fintechs para efetuar transações financeiras de grande magnitude, que eram oriundas de sua atividade criminosa.
Durante a operação, 12 pessoas foram detidas. As prisões aconteceram em diversos bairros de Eunápolis e Guaratinga, localidades marcadas por uma história de violência e criminalidade. Além de sete prisões temporárias realizadas nas ruas, outros cinco mandados foram cumpridos em instituições prisionais, onde os indivíduos já se encontravam detidos por outros delitos. As autoridades ainda tomaram medidas adicionais, como a execução de oito mandados de busca e apreensão em residências, resultando na apreensão de pistolas, celulares e documentos que poderão aprofundar as investigações.
O sistema judiciário também interveio, determinando o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros associados aos investigados. Essas ações visam não apenas interromper o fluxo econômico da organização, mas também assegurar a integridade das provas, essenciais para o sucesso das apurações. A operação destaca a capacidade das autoridades em desarticular redes de crime organizado que se utilizam de novas tecnologias para perpetuar suas atividades ilícitas, promovendo um alerta sobre os riscos envolvidos na digitalização dos serviços financeiros.





