Operação Unha e Carne Reabre Polêmica entre Marco Antônio Cabral e Rodrigo Bacellar em Investigações de Lavagem de Dinheiro no Rio de Janeiro

Em um novo desdobramento que integra uma das mais complexas investigações jurídicas do estado do Rio de Janeiro, os nomes de Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), emergem novamente com destaque. A trama se desenrola em um cenário marcado pela recentes prisões ligadas à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à cúpula do jogo do bicho e seus possíveis laços com figuras da política local.

A Operação, que atingiu seu quinto estágio nesta quinta-feira, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou em três prisões preventivas, além de 14 mandados de busca e apreensão. Os investigadores estão atrás de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. No epicentro das investigações está a figura de Cezar Daniel Mondego, um ex-servidor da Alerj, que foi preso e posteriormente condenado pela execução do advogado Rodrigo Crespo em fevereiro de 2024. A suposta conexão do crime ao jogo do bicho gerou um imenso burburinho político, especialmente com a associação inesperada ao nome de Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Desde a prisão de Mondego, surgiram questionamentos sobre sua indicação na Alerj, onde atuou como assessor durante a gestão de Bacellar. Embora Marco Antônio tenha negado qualquer envolvimento na nomeação, ressaltou que conhecia Mondego desde 2012, estabelecendo-se uma relação política, mas sem intimidade que pudesse resultar em uma indicação formal. Bacellar confirmou que havia ligações entre os dois, mas se eximiu de saber quem havia feito a nomeação do assessor. Além disso, rumores indicam que após a prisão de Mondego, Cabral e Bacellar se reuniram para discutir o impacto político do caso, uma reunião que Cabral também negou.

Marco Antônio, que foi deputado federal pelo MDB e ocupou diversas posições na política fluminense, trocou de legenda este ano, ingressando no Solidariedade com vistas a uma nova candidatura federal. A associação de seu nome a escândalos envolvendo figuras do jogo do bicho reflete um histórico contínuo de investigações que o vincula a indícios de práticas ilícitas.

Enquanto se desdobram novas revelações na Operação Unha e Carne, o cenário político carioca continua em ebulição, com figuras proeminentes enfrentando um escrutínio intenso por meio dos laços que estabelecem e das responsabilidades que carregam. Essa trama complexa, marcada por processos judiciais e conexões políticas, se desdobra diariamente, mantendo a atenção do público e da imprensa cautelosa em sua cobertura. O futuro de Cabral e Bacellar, em meio a uma década que já viu diversas reviravoltas na política do Rio, permanece incerto e repleto de desafios.

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