Operação Rastreio: Polícia Civil de Alagoas Desmantela Rede de Comércio Ilegal de Celulares em Ação Coordenada com Novos Estados.

Nesta quinta-feira, 2 de novembro, a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) se destacou ao participar da Operação Rastreio, uma ação coordenada em várias frentes, que se estendeu por dez estados brasileiros. O principal objetivo da operação é o combate à receptação e à comercialização ilegal de aparelhos celulares com registros de roubo, furto ou restrições impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A operação em Alagoas foi capitaneada pelo delegado Bruno Tavares, que lidera o Núcleo de Planejamento Operacional (NPO). A estratégia é um desdobramento de investigações que começaram após a interceptação de 30 remessas postais. Essas remessas continham um total de 65 celulares, muitos dos quais apresentavam o IMEI bloqueado ou estavam vinculados a registros policiais relacionados a crimes. Esse fato revela a gravidade da situação, pois demonstra uma rede organizada que utiliza o serviço postal para enviar aparelhos de forma clandestina, direcionando-os a receptadores e consumidores em diferentes estados.

Durante a operação, em Alagoas, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão relacionados ao mesmo investigado. Um dos mandados foi executado em sua residência e o outro em um estabelecimento especializado em reparo de celulares, ambos localizados em Paripueira. O indivíduo foi interrogado e um aparelho celular foi apreendido no local.

A Operação Rastreio, que teve alcance nacional, resultou em duas prisões em flagrante em São Paulo e Minas Gerais, além da condução de outras oito pessoas para prestar depoimento. Até o momento, mais de 150 celulares foram apreendidos, um número expressivo que evidencia a magnitude dessa iniciativa policial.

Esse esforço conjunto abrange também estados como Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A operação ressalta a importância da colaboração entre as forças de segurança de diferentes regiões do país, com o intuito de combater os crimes relacionados à receptação e ao comércio ilegal de tecnologia que, além de onerar a economia, coloca em risco a segurança pública e a integridade dos cidadãos.

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