A operação, que ocorre em um contexto marcado por recentes mudanças administrativas, apresenta um panorama interessante sobre as interações entre política e negócios no estado. Pasqual, que ocupou o cargo de secretário da Fazenda até sua exoneração em abril, teria recebido sua nomeação com o apoio de Magro, de acordo com fontes do meio político. O relacionamento de Pasqual com a família do ministro aposentado Aroldo Cedraz acrescenta uma camada ao emaranhado de interesses que permeia a gestão pública, considerando que Tiago Cedraz, filho do ministro, também tem conexões com o setor de petróleo.
A exoneração de Pasqual e as demissões em massa promovidas pelo governador interino, desembargador Ricardo Couto, sinalizam um esforço para desassociar a administração atual dos escândalos da gestão anterior, sob Cláudio Castro. A operação ainda resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos no apartamento de Castro, aprofundando a relação entre políticos e a empresa Refit, que já havia enfrentado intervenções da Agência Nacional do Petróleo por irregularidades operacionais.
Por sua vez, Saad, que substituiu Bruno Dubeux na PGE, se viu no epicentro de uma mudança de comando controversa no governo. Dubeux teria sido afastado ao se recusar a facilitar as operações da refinaria Refit. A rápida reversão dessa decisão indica a pressão que existia em torno do tema dentro dos corredores do poder.
A Polícia Federal alega que, sob a gestão de Pasqual, a Secretaria de Fazenda construiu-se como uma “extensão” da Refit, criando um cenário onde a concorrência no mercado fluminense foi severamente prejudicada. Com a ampliação das investigações, ambos os ex-gestores ainda não apresentaram suas defesas, deixando no ar a expectativa sobre como se desenrolarão os desdobramentos dessa complexa trama de interesses e corrupção no âmbito da administração pública.





