O esquema, que afetou mais de 270 contas durante processos fraudulentos no período de 2015 a 2017, resultou em um prejuízo que ultrapassa R$ 620 mil. Um sofisticado método de desvio de dinheiro foi colocado em prática, utilizando-se de tecnologias para acessar contas eletrônicas de maneira indevida, e a Fundação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) auxiliou na investigação com dados da base nacional de fraudes bancárias eletrônicas.
A operação identificou dois principais suspeitos, residentes em Alagoas, como responsáveis pelo golpe. Um dos indivíduos possui um passado criminal, tendo sido preso em 2015 por estelionato e por envolvimento com tráfico de drogas e armas. A investigação revelou a utilização de contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”, para driblar as autoridades e ocultar os valores desviados, o que aponta para práticas de lavagem de dinheiro.
Além dos detalhes sobre o modus operandi dos criminosos, as autoridades apreenderam importantes evidências materiais: notebooks, smartphones, documentos comprometedores, relógios de luxo e três veículos avaliados em cifras superiores a R$ 500 mil. Os suspeitos agora enfrentam a possibilidade de responder judicialmente por acusações de furto qualificado e lavagem de capitais, ambos os crimes com penas cumulativas que podem abordar até 18 anos de reclusão. A operação reafirma o compromisso das forças de segurança em combater crimes cibernéticos, protegendo o patrimônio dos cidadãos e o sistema financeiro nacional.





