O Local em que Dada estava escondido foi identificado por meio de informações policiais que o localizavam em uma casa de alto padrão com piscina e vista para o mar. O imóvel, localizado em uma área elevada da comunidade, foi alvo da ação policial, que, além de tentar capturá-lo, resultou na prisão de três indivíduos oriundos de outros estados. Durante a operação, um grupo de 200 turistas que visitava o mirante do Morro Dois Irmãos acabou isolado por quase 30 minutos devido ao tiroteio, mas felizmente, ninguém ficou ferido.
Dentre os detidos, Patrick Cesar Tobias Xavier, conhecido como “Bart”, foi encontrado portando mochilas com drogas, roupas camufladas e um rádio comunicador. O suspeito, que já possuía mandado de prisão expedido pela Justiça de Goiás, utilizava documentação falsa e estava vinculado ao Projeto Captura, que monitora indivíduos perigosos envolvidos com o crime organizado. Outro preso, Christian Fernandes Rodrigues da Silva, natural de Minas Gerais, possuía armamento pesado, incluindo um fuzil e uma pistola com numeração raspada.
A terceira presa, Núbia Santos Oliveira, é apontada como operadora financeira do PCE, tendo relações diretas com a administração dos recursos ilícitos da organização. Com mandados expedidos por delitos de organização criminosa e tráfico de drogas, ela também é acreditada como esposa de um líder do Comando Vermelho na Bahia, demonstrando as ligações entre facções que operam tanto no Rio quanto no Nordeste.
Esses acontecimentos não são isolados. A presença de traficantes de outros estados se reproduz em várias comunidades cariocas, onde muitos se refugiam para continuar suas atividades criminosas longe de suas origens. Um relatório divulgado anteriormente indicava que, em abril de 2024, a presença de 101 criminosos de fora do Rio em favelas locais possibilitava uma gestão remota dos negócios ilícitos em seus estados de origem. O abrigo nos morros, que traz custos elevados, revela uma rede complexa entre facções, onde taxas consideráveis são cobradas aos traficantes forasteiros, que podem ultrapassar R$ 100 mil mensais em áreas como a Rocinha.
Essas dinâmicas reforçam a realidade desafiadora enfrentada pelas autoridades de segurança pública, que buscam combater uma rede de criminalidade fortemente interligada e que não conhece fronteiras.
