Apesar de estar atrás das grades, Ronaldinho continua a exercer influência sobre diversas atividades ilícitas, comandando operações de tráfico de drogas e atividades criminosas do Comando Vermelho (CV), uma das facções mais poderosas do estado. Ele se tornou um nome significativo no crime organizado desde os anos 1990, quando, junto com seu irmão Raimundo Pinto, começou a controlar a parte baixa do Morro Dona Marta. Na época, a liderança da parte alta da comunidade estava nas mãos de Márcio Amaro de Oliveira, conhecido como Marcinho VP.
Ronaldinho Tabajara foi preso em 2003, após três anos foragido, e acumula condenações que totalizam quase 90 anos de prisão, com destaque para uma sentença em 2006 que superou 42 anos, decorrente do inquérito mais conhecido como caso Dona Vitória, destinado ao tráfico e receptação de drogas. Atualmente, ele enfrenta mais de 50 inquéritos policiais e, em 2023, foi condenado a 30 anos por ter ordenado, ainda de dentro da prisão, a execução de um traficante que havia sido seu aliado e que atuava na Rocinha, uma das favelas mais tradicionais do Rio.
As comunidades sob sua influência, especialmente na Zona Sul, ainda não conheceram um período de tranquilidade desde sua ascensão ao poder paralelo do tráfico. Relatórios de inteligências da Polícia Civil indicam que Ronaldinho possui “poder de decisão sobre todos os atos ilícitos” nas áreas que controla, refletindo seu forte domínio sobre o local.
Recentemente, em abril de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu renovar a permanência de Ronaldinho no presídio federal até 2027, enquanto a Polícia Civil prosseguia com ofensivas no Morro Dona Marta. Uma dessas ações, que visava localizar envolvidos na morte do policial civil João Pedro Marquini, resultou em um confronto que deixou cinco mortos. O alvo da operação, Vinícius Kleber Di Carlantonio Martins, mais conhecido como Cheio de Ódio, teria um extenso histórico criminal e foi identificado como um dos responsáveis por um ataque à polícia, evidenciando a complexidade e violência que permeiam a luta pelo controle do tráfico na região.
