OPERAÇÃO MOUNJARO DELIVERY – Decon investiga venda ilegal de canetas emagrecedoras e produtos falsificados no Rio de Janeiro. Casal foi flagrado tentando se desfazer das mercadorias

A Delegacia do Consumidor (Decon) iniciou, nesta segunda-feira, a Operação Mounjaro Delivery, voltada para desmantelar um esquema de vendas ilegais de canetas emagrecedoras. Esses produtos estavam sendo comercializados sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Durante a operação, um homem e uma mulher foram apontados como os principais suspeitos de vender não apenas esses medicamentos, mas também uma série de outros itens, incluindo roupas e perfumes falsificados, utilizando as redes sociais como plataforma de divulgação e vendas.

Os investigadores da Decon executaram quatro mandados de busca e apreensão nas localidades de Oswaldo Cruz, situada na Zona Norte do Rio de Janeiro, e no Centro de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde também se localiza um estabelecimento comercial dedicado à venda de veículos. Essas ações visam recolher provas e desmantelar a operação clandestina que está sendo investigada.

Durante a abordagem na residência do casal, os policiais flagrou os suspeitos tentando se desvincular das mercadorias ilegais. Em uma ação desesperada, eles arremessaram produtos pelo telhado, na tentativa de ocultar o material comprometedor. Contudo, a Decon exigiu que os indivíduos recolhessem os itens e os entregassem formalmente às autoridades.

As investigações que culminaram na Operação Mounjaro Delivery tiveram início cerca de dois meses atrás, quando as primeiras informações sobre o esquema ilegal começaram a surgir. Ação buscou não apenas prender os responsáveis diretos pela comercialização dos produtos, mas também identificar e localizar outras pessoas que possam estar ligadas a essa rede de vendas fraudulentas.

A operação levanta preocupações sobre a segurança desses produtos não regulamentados e a saúde dos consumidores, que acabam sendo enganados por promessas de emagrecimento rápido sem a adequada supervisão de órgãos de saúde. A Decon reforça a necessidade de proteger os direitos do consumidor e combater práticas ilegais que comprometem a integridade e o bem-estar da população.

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