Operação Língua Suja Revela Ligação Ilegal de Esgoto na Ponta Verde
Na tarde desta segunda-feira, 12 de outubro, uma ação conjunta entre o Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) desvendou uma situação preocupante no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Durante a Operação Língua Suja, equipes técnicas conseguiram identificar uma ligação irregular de esgoto sanitário, que se encontrava conectada à rede de drenagem de águas pluviais, um sistema projetado exclusivamente para o escoamento das chuvas.
A fiscalização revelou que o esgoto proveniente de uma caixa de passagem situada na calçada de um edifício residencial estava sendo inadequadamente direcionado ao sistema de drenagem. Essa prática vai na contramão da legislação ambiental vigente, conforme disposto na Lei nº 4.548/1996. A investigação inicial foi desencadeada a partir da observação de efluentes atingindo a praia, o que levou as equipes a realizarem uma inspeção detalhada em toda a rede de drenagem da área.
Os resultados foram alarmantes: a análise do local confirmou que o esgoto jogado de forma irregular desaguava diretamente no mar, contribuindo para a poluição da areia da praia da Ponta Verde. Estima-se que aproximadamente 20 mil litros de esgoto estejam sendo despejados todos os dias, o que configura uma grave ameaça à saúde pública e ao meio ambiente.
Durante a fiscalização, o responsável legal pelo condomínio apresentou documentação que comprovava a existência de um serviço de coleta de esgoto oferecido pela concessionária BRK Ambiental. No entanto, segundo os órgãos municipais, o serviço estava sendo executado de maneira insuficiente, resultando no lançamento irregular dos resíduos.
Em resposta à situação, a BRK Ambiental recebeu uma notificação formal para interromper imediatamente o despejo irregular e tomar as medidas necessárias para corrigir as falhas operacionais. Além disso, a empresa foi autuada pelo Iplam.
O instituto afirmou que a Operação Língua Suja seguirá em curso, com um foco intensificado em áreas próximas ao litoral. O objetivo principal é coibir novas irregularidades, preservar o meio ambiente e proteger a saúde pública frente à contaminação das águas costeiras. A atuação das autoridades municipais ressalta a importância da fiscalização e do cumprimento das normas ambientais, visando um futuro mais sustentável para a cidade.







