Operação Justiça: Grupo é Acusado de Tentar Desviar R$ 845 Milhões da Herança de João Carlos di Genio

Faleceu aos 82 anos em fevereiro de 2022, o empresário João Carlos di Genio, uma figura notável no setor educacional brasileiro e fundador de um dos maiores grupos de ensino do país, que abrange a Universidade Paulista (Unip) e o colégio Objetivo. Nascido em uma família de classe média e formado em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), di Genio se destacou não apenas como médico, mas também como professor e empreendedor. Em 1961, conquistou o primeiro lugar na prova vestibular da USP, e, a partir de 1965, começou a moldar o cenário educacional do Brasil junto a colegas, criando o curso Objetivo. Com o tempo, essa iniciativa evoluiu, levando à fundação do Colégio Objetivo em 1971 e das faculdades Objetivo no ano seguinte.

A visão de di Genio de que “a inteligência e os talentos devem ser tratados como a riqueza de um país” foi um dos pilares de sua trajetória, que culminou na transformação das faculdades Objetivo na Universidade Paulista em 1988. A Unip, atualmente, conta com mais de 300 mil alunos matriculados em diversas áreas, tendo ampliado sua grade curricular com a inclusão do curso de Medicina em 2021.

Recentemente, a reputação do legado de di Genio foi posta à prova, uma vez que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) lançou a Operação Objetivo. Este desdobramento investiga uma tentativa de desvio de R$ 845 milhões da herança deixada pelo empresário. As investigações indicam que um grupo de suspeitos, conhecidos por seu longo histórico criminal, usou documentos falsos e táticas fraudulentas para justificar cobranças indevidas que, na realidade, não existiam. Este esquema incluía a criação de contratos fraudulentos e simulações de processos judiciais para levar tanto o poder judiciário quanto possíveis vítimas a erro.

Em uma ação coordenada com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e a Polícia Civil, o MPSP emitiu nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Além disso, bens e ativos financeiros dos envolvidos foram sequestrados. A investigação também aponta para a criação de empresas de fachada que teriam atuado como suporte para o desvio, aumentando ainda mais a complexidade do caso. Enquanto isso, a Unip/Objetivo se manifestou ao ser procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta reportagem.

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