Após convencerem as vítimas, os criminosos as direcionavam para sites clonados que se assemelhavam às páginas oficiais dos bancos. Nesses portais, os usuários eram instruídos a baixar um suposto antivírus, que na realidade era um malware chamado GhostRat. Esse programa malicioso fornecia aos criminosos acesso remoto permanente aos celulares das vítimas, permitindo que visualizassem aplicativos bancários e todo o conteúdo dos dispositivos.
Com controle dos celulares das vítimas, os golpistas realizavam saques e outras transações financeiras fraudulentas. No Distrito Federal, pelo menos 12 ocorrências já foram registradas contra o grupo. O prejuízo estimado pelos investigadores chega a aproximadamente R$ 500 mil. Durante a operação, além da apreensão do dinheiro em espécie, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com bloqueio de R$ 500 mil em diversas contas bancárias.
Com base nas informações obtidas nos dispositivos dos criminosos, as autoridades continuarão as investigações para localizar outros integrantes do grupo envolvidos nos crimes. O delegado da 9ª DP, Erick Sallum, alertou a população para redobrar a atenção com contatos em aplicativos de mensagem e ligações, pois os golpistas conseguem clonar até mesmo os números de telefone.
A operação representou um importante avanço no combate aos golpes cibernéticos, demonstrando a eficiência da ação integrada entre as polícias do Distrito Federal e de São Paulo. A população deve permanecer atenta e seguir as orientações das autoridades para evitar cair nesse tipo de crime virtual.
