As investigações tiveram início em dezembro de 2025, quando uma conta suspeita foi identificada em uma plataforma de mensagens, levantando a suspeita de que uma ação coordenada estava em curso contra figuras proeminentes do governo. Desde então, equipes especializadas em crimes cibernéticos dedicaram-se a rastrear a origem dos acessos, culminando na identificação do jovem como o principal suspeito por trás das ofensas à reputação de autoridades.
Conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, a operação incluía o cumprimento de três mandados de busca e apreensão — dois em Barro Preto e um em Itabuna. Durante as diligências, os policiais conseguiram apreender o celular do adolescente, que será submetido a uma análise detalhada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), na esperança de descobrir mais sobre as atividades criminosas.
O adolescente usava suas contas para se passar por especialistas em tecnologia, inclusive apresentando-se como desenvolvedor na área de inteligência artificial com enfoque em investigações digitais. Essa farsa o permitia espalhar mensagens ofensivas e difamatórias, criando a falsa impressão de que estas provinham de autoridades respeitáveis, como um secretário estadual e um representante municipal.
Como resultado dessa operação, o jovem deverá ser responsabilizado por atos infracionais que correspondem aos crimes de falsa identidade e difamação qualificada em ambiente virtual. O caso será encaminhado à Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que se encarregará de aplicar as medidas necessárias conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Operação Gabinete Fantasma destaca a crescente preocupação das autoridades com a segurança digital e a integridade das instituições, evidenciando a necessidade de uma vigilância constante contra ações maliciosas que possam comprometer a reputação de figuras públicas.







