OPERAÇÃO FARMÁCIA DO CRIME – Polícia de Alagoas Desmonta Fábrica Clandestina e Prende Líder de Quadrilha de Anabolizantes Falsificados

Na manhã desta sexta-feira, uma ação coordenada pela Polícia Civil de Alagoas, batizada de “Operação Farmácia do Crime”, conseguiu desmantelar uma sofisticada organização criminosa. Especializada em roubos, falsificação e comercialização ilegal de anabolizantes, medicamentos e canetas para emagrecimento, a quadrilha operava há mais de um ano na região.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos da Capital (DERC) sob a liderança do delegado Thiago Prado, revelaram um esquema que movimentou mais de R$ 1 milhão, com base nos valores dos produtos e no volume de materiais apreendidos. Em uma operação intricada, que contou com a colaboração de várias unidades, incluindo o Setor de Planejamento Operacional e a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/DRACCO), dois suspeitos foram detidos. Entre eles, encontrava-se o líder do grupo e um dos principais responsáveis pela produção dos artigos falsificados.

A polícia identificou que a atividade criminosa não se limitava a Alagoas. Encomendas já estavam prontas para serem enviadas a outros estados, evidenciado que o alcance da operação era nacional. Além disso, foi descoberto que os insumos químicos para a fabricação dos produtos eram adquiridos por meio dos Correios e manipulados clandestinamente.

A investigação começou após a denúncia de roubos em farmácias e e transportadoras. Isso permitiu à polícia mapear a estrutura da quadrilha, que tinha base em Rio Largo. Um total de seis mandados de busca e apreensão levaram à descoberta de uma fábrica clandestina, onde uma significativa quantidade de anabolizantes e remédios adulterados foi encontrada.

Outro ponto revelado foi o uso estratégico de influenciadores digitais para ampliar a divulgação dos produtos ilegais, maximizando o alcance do esquema. Apesar de não haver, até o momento, indícios do envolvimento de profissionais de saúde, a polícia segue investigando outros participantes no esquema.

Na fábrica clandestina, produtos químicos sem identificação foram apreendidos e enviados para análise pericial, enquanto a investigação continua para desmantelar a rede por completo e prender todos os responsáveis ligados à operação ilegal.

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