Um dos casos mais destacados é o de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, cujos dados fiscais foram acessados ilegalmente. Este episódio trouxe à tona questões sérias sobre a segurança das informações pessoais e o respeito à privacidade de autoridades públicas. Em decorrência das descobertas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a abertura da segunda fase da Operação Exfil, uma ação crítica para combater a criminalidade digital.
Recentemente, a Polícia Federal realizou operações em seis endereços vinculados a Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, e identificado como o mandante do esquema. O empresário está atualmente foragido, após um mandado de prisão preventiva ser decretado pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo investigações, Marcelo Conde teria abastecido a organização criminosa com listas de CPFs e realizado pagamentos em espécie, totalizando R$ 4,5 mil, visando a obtenção ilícita de declarações fiscais.
Os dados coletados até o momento indicam que houve acessos não autorizados tanto à Secretaria da Receita Federal quanto ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), colocando em evidência uma possível rede organizada de crime. Ao autorizar as buscas, o ministro Moraes sublinhou a urgência de se reconstruir a sequência dos eventos e identificar outros possíveis cúmplices.
A Polícia Federal aponta a existência de uma estrutura complexa de intermediação, que envolve servidores públicos, funcionários terceirizados e despachantes, sugerindo uma conexão mais ampla entre os envolvidos. A comunicação entre os suspeitos pode revelar a profundidade da atuação de Marcelo Conde no esquema. A primeira fase da operação foi lançada em fevereiro, com a missão de investigar o repasse de documentos fiscais que estavam sob proteção legal e adquiridos de forma criminosa. O panorama delineado pela investigação continua a se desdobrar, prometendo maiores revelações sobre a extensão e a gravidade das práticas ilícitas em questão.
