O principal alvo da operação é Lino Rogério, chefe de gabinete do deputado federal Afonso Motta, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que representa o Rio Grande do Sul. Lino encontra-se afastado do cargo devido ao risco de utilização do mesmo para práticas ilegais. Com a vinculação de Motta ao caso, a investigação passou a ser conduzida no âmbito do STF.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, foram identificadas negociações entre Rogério e o lobista Cliver Fiegenbaum, responsável por intermediar os desvios de recursos. O contrato firmado entre o hospital e a empresa do lobista previa a apropriação de 6% das emendas destinadas, configurando assim um esquema de lavagem de dinheiro. Até o momento, os pagamentos ilícitos identificados totalizam o montante de R$ 509,4 mil.
A operação EmendaFest evidencia a importância da atuação dos órgãos de fiscalização e combate à corrupção na investigação de desvios de recursos públicos destinados à saúde. A Polícia Federal segue realizando diligências para apurar todas as circunstâncias envolvidas no esquema fraudulento que prejudica o atendimento e a qualidade dos serviços prestados pelo Hospital Ana Nery.LoadIdentity: 335 caracteres.
