Operação do MPDFT Alvo de Fraudes na Folha de Pagamento de Servidores do DF: PicPay e BRB Envolvidos na Investigação

Na manhã desta sexta-feira, 19 de outubro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) lançou uma ampla operação para investigar um potencial esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos locais. As suspeitas sugerem que, ao longo dos anos, contratos antigos de crédito consignado possam ter gerado descontos irregulares, envolventes não apenas os servidores, mas beneficiando também entidades privadas e associações.

A operação resultou na expedição de 50 mandados judiciais de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Brasília, Curitiba e São Paulo. Dentre os alvos, destaca-se o banco digital PicPay e seu CEO, Eduardo Chedid Simões, além do Banco de Brasília (BRB), uma instituição financeira estatal que é majoritariamente controlada pelo Governo do Distrito Federal.

As investigações também se voltaram para a Secretaria de Economia do Distrito Federal, bem como para associações de servidores e diversos indivíduos, incluindo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Costa já está inserido no contexto da Operação Compliance Zero, que apura uma série de infrações contra o Sistema Financeiro Nacional, supostamente em colaboração com políticos e outros agentes públicos. Desde abril, o ex-presidente está detido em decorrência das apurações.

Em um comunicado oficial, a Secretaria de Economia do Distrito Federal esclareceu que as ações realizadas pelos promotores e policiais incluíram a apreensão de equipamentos de servidores. Segundo a secretaria, os contratos de empréstimos com indícios de irregularidades foram firmados durante gestões passadas. A pasta enfatizou que o foco da investigação é a conduta de agentes públicos, e não a atuação institucional da Secretaria, reiterando sua colaboração nos esforços do MPDFT.

Por outro lado, o banco PicPay se defendeu, alegando que suas operações estão em conformidade com a legislação e que não houve irregularidades em suas práticas. Em nota, a instituição afirmou que o crédito é concedido diretamente ao cliente, sem intermediários, e manifestou confiança na sua regularidade ao se comprometer a continuar cooperando com as investigações. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do BRB não retornou os contatos feitos.

A defesa de Paulo Henrique Costa indicou que ainda não teve acesso a informações sobre as novas acusações e se manifestará assim que estiver a par das investigações em curso. A expectativa é que as apurações tragam mais clareza sobre as denúncias e os envolvidos nesse complexa rede de supostas fraudes.

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