De acordo com Perthes, a violência contínua não é a resposta para a crise em Gaza. Ele pede que as partes envolvidas no conflito, bem como outros países com influência sobre elas, façam tudo ao seu alcance para conter a escalada da violência. O Alto Comissário destacou que os bombardeios e as operações recentes das forças de Israel foram os mais intensivos até o momento, elevando a crise a um novo nível de violência e dor.
Um aspecto preocupante ressaltado por Perthes é o ataque às instalações de telecomunicações em Gaza. Isso deixou os moradores da região sem meios de se comunicar com o mundo exterior e sem acesso a informações sobre o que está acontecendo. Além disso, equipes de resgate têm dificuldade para localizar feridos e pessoas presas em escombros, o que coloca a população civil em grande perigo.
Perthes também expressou preocupação com a segurança de seus colegas e de todos os civis em Gaza. Ele ressaltou que não há locais seguros na região e que é impossível sair. A falta de informações confiáveis sobre onde encontrar ajuda humanitária ou locais menos perigosos também agravam a situação.
O Alto Comissário ainda destacou as consequências que os sobreviventes enfrentarão após o fim das hostilidades. Eles terão que lidar com os destroços de suas casas e os túmulos de seus entes queridos, além dos ferimentos e do trauma causados pela violência. Segundo Perthes, infligir sofrimento a centenas de milhares de pessoas não ajuda ninguém.
Em resumo, o alerta do Alto Comissário da ONU destaca a necessidade urgente de conter a violência em Gaza para evitar um número ainda maior de mortes de civis e prevenir consequências devastadoras para os direitos humanos e a situação humanitária na região. A falta de acesso a informações confiáveis e a dificuldade de resgatar pessoas presas em escombros agravam a situação e colocam a população civil em perigo.
