Um dos presos foi o vidraceiro Givair Batista Souza, de 50 anos, residente em Sumaré, São Paulo. Em seu depoimento à polícia, ele admitiu frequentar o acampamento bolsonarista em Campinas e viajar para Brasília com outros participantes, negando a intenção de cometer um golpe de estado, conforme alega sua defesa junto ao STF.
Outra pessoa detida durante a operação foi a professora aposentada Iraci Megumi Nagoshi, de 71 anos, moradora de São Caetano do Sul. O ministro Flávio Dino votou pela condenação de Iraci e outros 14 réus por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A defesa da professora argumenta que a denúncia contra ela foi genérica e não indicou sua participação direta nas ações.
Além disso, a pastora Sandra Maria Menezes Chaves, de 49 anos, foi presa dentro do Senado e condenada a 13 anos de prisão em fevereiro deste ano. A defesa da pastora contestou as acusações, alegando que ela estava exercendo seu direito à manifestação pacífica.
A operação da PF tem como objetivo alcançar mais de 200 indivíduos que descumpriram medidas cautelares judiciais, incluindo pessoas que fugiram para fora do país. Os atos violentos do 8 de Janeiro de 2023 resultaram em danos aos prédios dos Três Poderes, desencadeando a emissão de 208 mandados de prisão preventiva, sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre os atos golpistas.
