Essa ação policial é fruto de uma investigação minuciosa que se estendeu por 22 meses, revelando informações alarmantes sobre o controle do tráfico de drogas no Morro Dona Marta. A Polícia Civil identificou que a área está sob a influência de Ronaldo Pinto Lima e Silva, mais conhecido pelo apelido de Ronaldinho Tabajara ou R9. Atualmente, ele se encontra preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Apesar da reclusão, as investigações sugerem que Ronaldinho continua a ditar as regras no Morro por meio de seus subordinados, que se encarregam de implementar suas determinações. Em especial, Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano, foi apontado como o principal responsável pela administração das atividades ilícitas na comunidade. A atuação de Mexicano como líder local envolve não apenas o tráfico de drogas, mas também a coordenação entre os membros da facção, evidenciando uma gestão sofisticada das operações criminosas.
Até o momento, as autoridades identificaram 44 membros dessa organização, cada um deles com funções específicas que vão desde gerentes até seguranças armados. A estrutura organizacional inclui pessoal responsável pela venda dos entorpecentes, vigilantes em pontos estratégicos de acesso e outros colaboradores que garantem a sustentabilidade das atividades do tráfico.
Essa operação visa desarticular um esquema que, segundo a Polícia Civil, perdura há anos na comunidade e causa grande temor entre os moradores. A expectativa é que, com a prisão dos envolvidos, a situação em Dona Marta possa finalmente sofrer uma transformação e proporcionar mais segurança à população local. O desenrolar da operação será acompanhado de perto pelas autoridades, que esperam resultados significativos no combate ao crime organizado na zona sul carioca.
