A operação não se restringe a esses dois nomes. O ex-governador Cláudio Castro também foi mencionado, com a polícia tendo apreendido dispositivos eletrônicos em seu apartamento, incluindo um celular e um tablet. Informações de bastidores mostram que a ascensão de Pasqual à Secretaria da Fazenda contou com o apoio de Ricardo Magro, evidenciando uma rede de relacionamentos que atravessa as esferas do poder e da economia fluminense.
A exoneração de Pasqual foi formalizada a 29 de abril, após a saída de Castro do governo, e desde então, Couto tem promovido uma série de mudanças, visando reestruturar a administração pública. Renan Saad, por sua vez, ocupou o cargo de procurador durante parte da gestão de Castro, e foi demitido por não ceder às pressões para facilitar o funcionamento da Refit, que, segundo fontes, enfrenta problemas financeiros constantes.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia interditado a Refit em setembro do ano passado por questões de irregularidades, mas a empresa conseguiu retomar suas atividades após um mês. Em resposta, o governo fluminense, através da PGE, moveu ações na Justiça para reverter essa decisão.
A Polícia Federal aponta que a gestão de Pasqual transformou a Secretaria da Fazenda em uma extensão dos interesses do grupo empresarial, dificultando a concorrência no mercado. De acordo com a investigação, a relação entre esses personagens ilustra uma complexa intersecção entre práticas empresariais duvidosas e a administração pública no Rio de Janeiro. As defesas de Pasqual e Saad ainda não foram contatadas, mas a PF enfatizou que este caso representa uma das mais significativas tentativas de exploração ilícita dos recursos públicos nos últimos anos no estado. As autoridades destacam a extentividade das ligações políticas e o impacto dos altos valores envolvidos nas operações do grupo empresarial na corrupção no setor público fluminense.





