Operação da PF Investiga Propina com Imóveis de Luxo Ligados ao Ex-presidente do BRB e Empresário Acusado de Ocultar Patrimônio.

Investigação da Polícia Federal revelou um esquema intrigante envolvendo seis imóveis de alto padrão, supostamente utilizados como propina ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Os bens, avaliados em aproximadamente R$ 146,5 milhões, estão associados a empresas que compartilham um mesmo endereço, apresentando um capital social inicial de apenas R$ 500. O caso se desenrola em meio a suspeitas de fraude financeira, especialmente relacionada a transações entre o BRB e o Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com informações obtidas, as companhias que estão por trás da aquisição dos imóveis foram identificadas como sendo controladas por Hamilton Edward Suaki, cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro. Monteiro é apontado como um dos operadores jurídicos e financeiros do esquema, estando também preso na operação. Para a Polícia Federal, Suaki teria atuado como um operador “fictício” das empresas, que foram utilizadas para disfarçar a verdadeira propriedade dos bens.

A defesa de Paulo Henrique Costa contestou a prisão do ex-dirigente do banco, classificando-a como “absolutamente desnecessária”. O governo do Distrito Federal, acionista do BRB, reafirmou seu compromisso com a transparência e confirmou que está colaborando com as investigações.

Análises da Receita Federal mostram que as empresas em questão possuem características que levantam suspeitas. Todas registradas no endereço da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, foram criadas em um curto período entre julho e outubro de 2024 e têm um diretor formal em comum. Para as autoridades, isso é um forte indício de que se tratam de empresas de “prateleira”.

As empresas de prateleira são aquelas que já têm registro e CNPJ, mas não realizam atividades operacionais. Elas são frequentemente utilizadas para facilitar transações de forma rápida e contornar a burocracia de criar novas firmas. Além dessas semelhanças, as empresas também possuem dados de contato idênticos, com muitos números de telefone repetidos entre os registros. A recepção do edifício onde as empresas estão registradas declarou que nenhuma delas exerce atividades no local.

Investigações adicionais revelaram que, apesar do capital social reduzido inicial, as empresas rapidamente aumentaram seus valores para níveis compatíveis com a compra dos imóveis de luxo. Isso levanta novas questões sobre a verdadeira natureza dessas entidades e suas intenções, levando investigadores a concluir que essas são, de fato, estruturas de fachada criadas para ocultar bens e dificultar a rastreabilidade do patrimônio.

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