Em resposta a essa grave situação, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, baseado no Rio de Janeiro, declarou que afastou os servidores envolvidos na investigação e ressaltou que esses profissionais estão sem acesso a quaisquer sistemas judiciais e administrativos. O tribunal também confirmou que um inquérito sob sigilo foi aberto para apurar a origem do vazamento e possíveis conivências.
A quadrilha, segundo as investigações, operava invadindo contas de beneficiários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do auxílio emergencial, utilizando uma estrutura composta por dois núcleos distintos. O líder do grupo foi identificado como Jader Henrique Areas de Almeida, que atuava no Rio de Janeiro, enquanto o casal Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa, em São Paulo, era responsável por obter os dados das vítimas. O operador financeiro da organização criminosa foi nomeado como Enzo Grillo Filho.
Em um momento revelador, Almeida compartilhou uma mensagem entre os integrantes do grupo ao receber a notícia do vazamento, expressando preocupação em proteger seu patrimônio. “Que zica, hein… Blindar o patrimônio”, disse ele, evidenciando o desespero diante da possibilidade de captura.
Adicionalmente, a Polícia Federal informou que o vazamento foi resultado da ação de um servidor da Justiça Federal, identificado como Jackson Cozendey, que teria agido em troca de pagamentos. A defesa do servidor, por sua vez, negou qualquer envolvimento nesse esquema. Em uma gravação encontrada pela PF, Jader sugere medidas violentas contra o delegado responsável pela investigação, demonstrando a audácia e a determinação da quadrilha em se proteger a todo custo.
Este caso lança uma luz crítica sobre a segurança das informações judiciais e a integridade do sistema, levantando sérias preocupações sobre a proteção de dados sensíveis dentro da Justiça.
