Operação Contenção prendeu 17 pessoas em ação contra o Comando Vermelho, envolvendo estados como São Paulo e Paraná em esquema de lavagem de dinheiro.

Na sexta-feira, as polícias Civil e Militar deram início a uma nova fase da Operação Contenção, que mira o braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho. A operação, que ocorreu não apenas no Rio de Janeiro, mas também em outros cinco estados do Brasil, resultou na prisão de ao menos 17 indivíduos, incluindo Raquel Neves dos Santos Mendonça, esposa do notório Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó. Este último, no entanto, não foi localizado até o momento.

As intervenções foram realizadas em diversas localidades, abrangendo a capital fluminense e cidades como São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, todas situadas no estado do Rio. Além disso, mandatos judiciais foram cumpridos em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão, demonstrando a amplitude da operação.

Segundo informações da Polícia Civil, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e se arrastou por um ano e quatro meses. O foco principal era desmantelar uma estrutura criminosa dedicada à ocultação e lavagem de recursos originados do tráfico de drogas, especialmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A estimativa é de que o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões ao longo de sua operação.

Durante as investigações, interceptações telefônicas revelaram a comunicação entre Rabicó e o principal operador financeiro da facção. Este indivíduo era encarregado de gerenciar a lavagem de dinheiro, administrar empresas de fachada e efetuar movimentações bancárias, frequentemente utilizando terceiros para ocultar bens e valores obtidos de forma ilícita.

Empresas de reciclagem e comércio de sucatas foram identificadas como instrumentos para transferir grandes quantias de dinheiro para contas ligadas a criminosos e a entidades sob controle da facção. A magnitude das transações foi revelada através de Relatórios de Inteligência Financeira e uma série de análises, incluindo afastamentos de sigilos fiscais e telefônicos, além de cruzamentos de dados patrimoniais ao longo da apuração.

A operação contou com a mobilização de várias unidades da polícia, incluindo a DRE, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e diversas outras delegacias e batalhões especializados, demonstrando um esforço conjunto e coordenado para combater a criminalidade organizada.

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