As intervenções foram realizadas em diversas localidades, abrangendo a capital fluminense e cidades como São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, todas situadas no estado do Rio. Além disso, mandatos judiciais foram cumpridos em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão, demonstrando a amplitude da operação.
Segundo informações da Polícia Civil, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e se arrastou por um ano e quatro meses. O foco principal era desmantelar uma estrutura criminosa dedicada à ocultação e lavagem de recursos originados do tráfico de drogas, especialmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A estimativa é de que o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões ao longo de sua operação.
Durante as investigações, interceptações telefônicas revelaram a comunicação entre Rabicó e o principal operador financeiro da facção. Este indivíduo era encarregado de gerenciar a lavagem de dinheiro, administrar empresas de fachada e efetuar movimentações bancárias, frequentemente utilizando terceiros para ocultar bens e valores obtidos de forma ilícita.
Empresas de reciclagem e comércio de sucatas foram identificadas como instrumentos para transferir grandes quantias de dinheiro para contas ligadas a criminosos e a entidades sob controle da facção. A magnitude das transações foi revelada através de Relatórios de Inteligência Financeira e uma série de análises, incluindo afastamentos de sigilos fiscais e telefônicos, além de cruzamentos de dados patrimoniais ao longo da apuração.
A operação contou com a mobilização de várias unidades da polícia, incluindo a DRE, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e diversas outras delegacias e batalhões especializados, demonstrando um esforço conjunto e coordenado para combater a criminalidade organizada.





