As autoridades informaram que este foi um dos momentos culminantes de uma investigação que se estendeu por 22 meses. O foco principal da operação é desarticular a infraestrutura da facção criminosa, visando desmantelar sua estrutura de comando, logística de tráfico e seu controle territorial. Vinculada à Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), a operação foi respaldada por mandados de prisão e busca e apreensão emitidos pela justiça.
De acordo com a Polícia Civil, essa ação não é meramente uma resposta a crimes específicos, mas um esforço sistemático para enfraquecer a capacidade financeira e operacional do Comando Vermelho. A operação conta com a participação de diversos órgãos de segurança, incluindo a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e o Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Durante a execução da operação, moradores relataram momentos de pânico, com relatos de uma intensa troca de tiros e explosões, além da presença de helicópteros sobrevoando a área. A situação na comunidade se tornou caótica, refletindo a tensão entre as forças de segurança e os membros da facção.
O balanço geral da Operação Contenção aponta para a apreensão de cerca de 480 armas de fogo, somando-se a 51 mil munições. A estratégia também visa assegurar que mandados judiciais sejam cumpridos e que o avanço territorial do Comando Vermelho seja contido.
As diligências no Morro Dona Marta vão continuar, com o intuito de localizar outros suspeitos, apreender mais armas e drogas, e reunir novas informações que possam impulsionar as investigações. A ação representa um passo significativo no combate ao crime organizado na região, mas os desafios permanecem.





