Com um efetivo de 80 policiais federais e 10 policiais civis, a operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos bairros da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, localizados na Zona Oeste da cidade. Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e ativos no valor de R$ 50 milhões, pertencentes aos investigados.
A operação é um desdobramento da Operação Senhor das Armas, realizada em 2017, quando foram apreendidos 60 fuzis no Aeroporto do Galeão. A partir de novas investigações, a PF identificou um esquema que teria enviado cerca de 2 mil fuzis de Miami para o Rio de Janeiro, sendo que esse armamento era distribuído à facção criminosa Comando Vermelho.
A investigação revelou que o líder do grupo criminoso utilizava empresas de fachada e laranjas para ocultar os lucros do tráfico, investindo em imóveis e bens de alto valor como parte de uma estratégia para lavar dinheiro e dificultar a ação das autoridades.
Os envolvidos na organização criminosa responderão criminalmente por tráfico internacional de armas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e corrupção passiva. O nome da operação, Cash Courier, faz referência ao método usado pelo grupo para movimentar dinheiro em espécie de forma a evitar registros bancários comprometedores.
Com a realização da Operação Cash Courier, a Polícia Federal reitera seu compromisso de combater incansavelmente o crime organizado, trazendo à justiça os responsáveis por atos criminosos que ameaçam a segurança e a ordem pública em território nacional.







