O foco da operação está na desvinculação dos produtos ilícitos do mercado, resultado de um esforço da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). As ações visam não só reprimir o furto em si, mas também abalar a estrutura financeira das organizações criminosas que atuam nesses circuitos ilegais. Para tal, foram solicitados bloqueios de bens e valores que somam cerca de R$ 240 milhões, sendo R$ 75 milhões referentes a multas aplicadas aos proprietários de ferros-velhos envolvidos em atividades ilícitas.
De acordo com Thiago Neves, delegado titular da DRF, a estratégia consiste em atingir toda a cadeia que envolve o furto: desde os ladrões até os receptadores e as empresas que se beneficiam do material furtado. Neves enfatiza que ao sufocar financeiramente essas organizações, o impacto é sentido também nas atividades criminosas que elas financiam, gerando um efeito cascata contra o crime.
O furto de cabos não se limita apenas à questão dos bens roubados; também causa sérios problemas à população, como quedas de energia, falhas na internet e interrupções nos serviços de telefonia. As investigações revelam que muitos ferros-velhos clandestinos estão, na verdade, encobertos por operações legalizadas, servindo como fachada para atividades ilegais e financiando facções envolvidas no tráfico de drogas.
Desta forma, a Operação Caminhos do Cobre não apenas visa a repressão imediata do crime, mas também procura erradicar as raízes das organizações que dele se beneficiam, mostrando-se uma estratégia abrangente em um combate cada vez mais necessário e urgente.






