O início das apurações remonta a novembro de 2025 e se concentra em um conjunto específico de nove operações financeiras que ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024. Essas operações resultaram na alocação de cerca de R$ 970 milhões de recursos do Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas por um banco privado. Tais movimentações financeiras estão sendo minuciosamente analisadas para entender as implicações e a legalidade das ações dos diretores envolvidos.
Um detalhe relevante é que a investigação está sendo realizada com o suporte da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, conhecida como SPREV/MPS. Esta entidade foi crucial para fornecer um Relatório de Auditoria Fiscal que teve um papel essencial na condução das investigações, evidenciando possíveis irregularidades na gestão dos fundos.
Os crimes em apreço abrangem uma gama alarmante de atividades ilícitas, como gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, indução ao erro da administração pública e fraudes tanto em fiscalizações quanto em operações com investidores. Além disso, a investigação também envolve a identificação de práticas de associação criminosa e corrupção passiva.
Esses eventos levantam sérias questões sobre a integridade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos, especialmente em um setor tão sensível quanto o da previdência. A sociedade aguarda com expectativa mais esclarecimentos e possíveis desdobramentos sobre essa investigação que promete repercussões significativas para os envolvidos e para a administração pública no Rio de Janeiro. A continuidade da Operação Barco de Papel pretende não apenas identificar os responsáveis, mas também assegurar que medidas corretivas sejam implementadas para impedir novas práticas fraudulentas no futuro.






