Novak alertou que o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial no transporte de petróleo, também é uma fonte de preocupação. Este estreito é responsável pela passagem de cerca de 30% do petróleo mundial por via marítima, bem como aproximadamente 13% dos derivados de petróleo. A segurança nessa região é vital, e qualquer escalada de tensões pode impactar severamente o abastecimento global.
A dinâmica do mercado também é afetada por intervenções políticas. A recente postura do governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, exacerba esse clima de incerteza. Trump havia mencionado o deslocamento de navios da Marinha dos EUA para a costa do Irã, no contexto de um apelo a negociações sobre o programa nuclear iraniano. Ele insinuou que, caso um acordo não fosse alcançado, uma eventual ação militar seria ainda mais devastadora do que as anteriores.
Por outro lado, Delcy Rodríguez, atual presidente interina da Venezuela, classificou as declarações do secretário do Tesouro dos EUA como “ofensivas”, especialmente no que se refere à administração das vendas de petróleo do país. Essa retórica é um reflexo da crescente pressão internacional sobre o setor de petróleo venezuelano, que já enfrenta imensas dificuldades econômicas.
Ainda, em janeiro, eventos marcantes como o ataque militar dos EUA na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, alimentaram a volatilidade nas operações do mercado. Com as tensões políticas se intensificando, a OPEP+ se mantém atenta às movimentações, ciente de que a estabilidade do mercado de petróleo depende não apenas da produção, mas também do contexto geopolítico que envolve os principais países exportadores.
Diante desse cenário instável, será necessário um acompanhamento constante para entender como essas variáveis impactarão o mercado de petróleo no futuro próximo.






