Open Finance brasileiro se destaca como maior ecossistema global e promove melhorias em monitoramento de dados, diz Banco Central

Nos últimos cinco anos, o Open Finance brasileiro tem se consolidado como uma referência global em inovação financeira. A criação deste ecossistema trouxe à tona questões cruciais sobre a forma como os dados são geridos e compartilhados entre as instituições financeiras, como bancos e fintechs. Apesar do avanço contínuo na adoção dessa nova abordagem, o Banco Central (BC) recentemente destacou a importância de aprimorar o monitoramento dos dados, um tema que está em revisão e que será divulgado em breve para o mercado.

O monitoramento é fundamental para garantir a qualidade, segurança e eficiência no compartilhamento de informações. Ele visa assegurar que as instituições cumpram os padrões regulatórios estabelecidos pelo BC, sem, no entanto, ter um caráter punitivo. O foco é capacitar as instituições a oferecerem uma experiência de qualidade aos usuários do Open Finance.

Matheus Rauber, chefe de subunidade do Departamento de Regulação do Banco Central, enfatizou que a vigilância sobre o desempenho das instituições é uma prioridade. Em uma recente discussão, ele apontou que o BC está intensamente engajado nessa questão, realizando reuniões frequentes com a Associação Open Finance para acompanhar de perto o desenvolvimento do ecossistema.

Outro aspecto a ser destacado é o nível de investimento que a Associação Open Finance tem promovido no monitoramento. Ana Carla Abrão Costa, sua CEO, ressaltou que a transparência e a qualidade das informações melhoraram significativamente nos últimos meses, refletindo em um ambiente mais competitivo e colaborativo entre as instituições participantes. Os novos painéis de monitoramento, fruto desse esforço, oferecem um grau de detalhamento que antes não era possível.

Os líderes do setor acreditam que o potencial de crescimento do Open Finance reside principalmente em sua capacidade de promover um monitoramento mais eficaz. Daniel Ruhman, CEO da fintech Cumbuca, destacou que, antes de outubro de 2022, a diferenciação entre Pessoa Jurídica e Pessoa Física não estava claramente definida no monitoramento. Ele acredita que, para um futuro próspero, é essencial ter uma abordagem proativa, capaz de identificar e resolver problemas antes que afetem os usuários.

Essa visão otimista acerca do futuro do Open Finance no Brasil é compartilhada entre os executivos do setor. Com a expectativa de que a evolução do monitoramento se concretize nos próximos anos, todos observam ansiosos por novas diretrizes que possam surgir em encontros como o Radar Regulatório, marcado para acontecer em breve, e onde a colaboração e a transparência continuarão a ser os pilares de um ecossistema financeiro mais robusto e eficiente.

Sair da versão mobile