A situação se agrava após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na última terça-feira, comparou Gaza a um “canteiro de demolição” e sugeriu que os EUA assumiriam a responsabilidade pela reconstrução da área. Além disso, Trump fez comentários controversos sobre a realocação em massa de palestinos para outros países, como Egito e Jordânia, em um plano que ele diz ter o objetivo de transformar Gaza em uma ideia de “Riviera do Oriente Médio”. Essas afirmações geraram debates acalorados e descontentamento, não apenas entre os palestinos, mas também na comunidade internacional.
Guterres, em sua declaração, reafirmou o compromisso da ONU em promover uma solução de dois Estados, ressaltando a importância de criar um Estado Palestino sob a égide de uma governança palestina forte e unificada. Ele enfatizou que o apoio à Autoridade Palestina é essencial para a paz e a estabilidade na região. O líder da ONU também ressaltou a importância de evitar qualquer forma de limpeza étnica, convocando a comunidade internacional a preservar os direitos do povo palestino.
O contexto atual também conta com um cessar-fogo estabelecido em 19 de janeiro, fruto de um acordo entre Israel e Hamas. Negociações para esse acordo foram mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos, com um centro de coordenação formado no Cairo. Apesar do alívio temporário trazido pelo cessar-fogo, a situação humanitária em Gaza permanece crítica, e a necessidade de apoio internacional se torna cada vez mais urgente.
